Como tenho aparecido pouco por aqui, vou aproveitar e falar tudo de uma vez. E como acabei de chegar de Sampa, trouxe algumas novidades. Aqui em Recife eu não tenho saído muito para restaurantes e afins. Culpa da farra, que tem me consumido, mas tenho uma para contar.
No feriado de 7 de setembro, eu não viajei e acabei no shopping no sábado, à tarde. Depois de um almoço de fim de tarde e algumas horas gastas na Saraiva e na Siciliano, finalizei a maratona no Delta Café, com um amigo. E fiquei impressionada com um detalhe besta, mas muito importante, visto que estávamos numa cafeteria de nível. Eles oferecem 3 opções de tamanho para o capuccino: pequeno, médio e grande. Entretanto, eles não dispõem de xícaras grandes e simplesmente a bebida – quente – é servida num copo. E num copo comum. Se ainda fosse num daqueles copos de vidro com asas, ainda ia. Péssimo. Além da dificuldade de segurar o copo, que esquenta por causa da bebida, parece que você está tomando aqueles cafés com leite de porteiro de prédio. Faltava apenas o pãozinho com manteiga para dar aquela mergulhada no copo. Não sei se sou muito chata com essas coisas, mas achei de péssimo gosto. Se o estabelecimento oferece vários tamanhos da bebida, tem que oferecer também os acessórios apropriados.
Já em Sampa... Cheguei na sexta-feira, à noite. Saímos para jantar e já era mais de meia-noite. Rodamos, rodamos e passamos por um restaurante na Bela Cintra, que pareceu agradável. Na verdade, tentamos o Bistrô do Fasano, mas estava lotado! Passamos por um outro “Katherine”, de cozinha franco-italiana, também muito charmoso e que eu já tinha ficado tentada a ir, em outra ocasião. Mas como o aniversário era da minha irmã, ela acabou escolhendo o restaurante da Bela Cintra. “À Cote”, da mesma proprietária do Ruella, que eu nunca fui, mas que minha mãe gosta muito e faz parte da Associação da Boa Lembrança. Enfim... descemos. O restaurante é lindo. Multi-étnico, com toques orientais, indianos... Bem legal mesmo. Paredes de tijolo, cheio de espelhos, cada mesa tinha um castiçal diferente, mesas de bom tamanho e cadeiras confortáveis. No andar de cima, ainda tem uma mesa que fica alta, em cima de várias almofadas e futons. Ótimo para grupos de amigos que querem comer e bater um papo agradável. Ainda tinha uma outra parte, com uma mesa grande e redonda, com decoração japonesa. O atendimento ainda era um pouco atrapalhado, talvez por o restaurante ter sido aberto em menos de 1 mês. Mas isso nem foi um ponto ruim, visto que o ambiente era ótimo e a comida, também. De entrada, pedimos a seleção de focaccia e pão de castanhas com várias opções de azeite e manteiga aromatizados. E ainda, bolinhos de risoto recheado com queijo brie. O cardápio, além de ter uma estética legal – simples e combinando bem com o estilo da casa – ainda era enxuto. Algumas opções de entradas, de saladas, de massas e de carnes, peixes e frango. Escolhi a lasanha de berinjela com abobrinha. Mariana escolheu o ravióli de mussarela. Os pratos de massa ainda têm a opção de ½ prato, o que é ótimo para quem come pouco (ou quer manter a silhueta). Minha mãe e Ernesto pediram o filé ao molho bernáise com batatas e, sinceramente, foi o menos apetitoso. A lasanha estava perfeita! O molho de tomate estava maravilhoso, as fatias de berinjela e abobrinha estavam na espessura correta, nem grossas, nem finas demais, a mussarela de búfala estava derretida na proporção exata, também. Resumindo, o prato estava ótimo! Minha irmã também parece ter acertado na pedida, já que fez mil elogios ao prato. E para adocicar o final da noite, pedimos – para dividir, claro – um brownie com sorvete de pistache e calda de framboesa. O brownie estava molhadinho e nem um pouco enjoativo. Doce na medida certa. Fechou. Ah! Esqueci de falar da garrafa de espumante (Casa Valduga 130 anos) e do Carmenére chileno, que agora não me recordo o produtor, mas igualmente saboroso. Resumindo, a noite foi perfeita. Pudera, né?!
Domingo, almoçamos no Alimentari, outro restaurante do chef Sérgio Arno. O local é super simples, não impressiona nem um pouco. O atendimento, pelo menos no dia e para nós, foi péssimo. Mas a comida estava boa. Talvez com um preço acima do que o local poderia oferecer, mas tudo na vida é nome, não? E o Alimentari leva o nome de Sérgio Arno. De entrada, um crostini de de brie com Parma, que estava excelente! Pedi, depois, um ravióli de ricota defumada, com molho de tomate cereja, mussarela e basílico. O molho estava bom, mas com orégano demais (ficou aquele gosto de pizza, sabe?) e o recheio também não era lá essas coisas... Meio seco. Os outros pratos pedidos foram: paillard com tagliatelle ao molho de queijo e filé a parmeggiana, que foram elogiados, mas aparentemente, não tinham nada que uma cantina mais modesta pudesse oferecer. Comida boa, ambiente simples e preço meio salgado para a proposta da casa.
Segunda, antes de voltar para Recife, fui no BB Burguer. Ao lado do “À Cote”. Uma mistura de bistrô francês com hamburgueria chique. O ambiente era clean, com toalhas brancas e velas na mesa. Frente de vidro, iluminação fraca, quase que iluminado totalmente pelas velas. Criando um ambiente acolhedor. A especialidade da casa é o hambúrguer. Sozinhos com batata galette e molhos, ou em sanduíches, acompanhando batatas rústicas. Mas também existem opções de saladas, peixes, frangos... Fui no Hambúrguer com batata galette e molho de queijo cremoso e cibolette. Mariana pediu um Hambúrguer no pão com queijo, rúcula e molho pesto. Os dois hambúrgueres estavam suculentos, deliciosos. Infelizmente, a rúcula estava em falta e o pesto quase não se via no sanduíche. Mas os dois pratos estavam excelentes. E os preços, justos. Fui embora pro aeroporto feliz, sabendo que não ia precisar comer aquele sanduíche horroroso da TAM.
Ah! E o almoço da segunda também foi bom, viu? Feito por mim. Ravióli aos quatro queijos, com molhos cremoso de brócolis, tomates e nozes. E acho que foi aprovado pelas minhas juradas: Mainha, Mari e Teca. Todas repetiram. E eu estava com saudades de cozinhar. Tão bom... :)
Final de semana feliz! Adoro São Paulo.